“Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found elsewhere: an indoor public space in which you do not have to buy anything in order to stay.” Zadie Smith

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A ESCOLA VISTA PELOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

ISTO É MARKETING!


O marketing nas/das bibliotecas é fundamental e quem pensar que é dispensável... anda distraído!...

A BIBLIOTECA DEVE ASSUMIR A FORMAÇÃO INFORMACIONAL DOS UTILIZADORES

Joaquín Rodríguez, sociólogo, editor, autor de vários livros e do blogue Los futuros del libro  participou numa jornadas organizadas pelo Ayuntamiento y Biblioteques de Barcelona sobre O Futuro da Biblioteca Pública. Da entrevista que deu, transcrevemos algumas passagens

Hasta hace poco, las bibliotecas eran lugares tranquilos, reflexivos, casi autistas y sencillos de administrar donde se catalogaban las materias, se ordenaba el mundo, el conocimiento, y se esperaba que los usuarios, los lectores, demandaran los contenidos para proporcionárselos. Y el propio espacio de la biblioteca encarnaba esa idea: espacios de lectura, con pupitres individuales, con flexos, para que la gente se volcara sobre los textos. La revolución digital nos trae una expansión hacia otras formas de mediación y acceso al conocimiento, y a la biblioteca no le queda más remedio que transformarse. Ya no puede seguir siendo sólo un lugar donde coleccionar libros. Tienes que dar cabida a otras formas de acceso a la realidad: textos digitalizados, libros electrónicos, vídeos, grabaciones. Y el espacio tiene que transformarse en función de eso. Y cada vez más es obvio que los usuarios se tienen que integrar de alguna manera en la gestión de ese espacio.
[...]
Internet es la ventana más grande que ha existido en la historia de la humanidad hacia el conocimiento -y también hacia el desconocimiento y la confusión, hacia todo. ¿Cómo vas a renunciar a eso en una biblioteca? El reto es cómo integrarlo. Los estudios sobre los hábitos informacionales de los usuarios de Internet indican que aunque su capacidad funcional es muy alta, su conocimiento o competencia informacional es muy baja. 
[...]
La biblioteca debe tener programas de educación en fuentes de información. Sobre cómo buscar en la web, por ejemplo. Lo que hace un joven cuando va a la web es teclear una palabra en Google. ¿Es suficiente? No. Habría que enseñarle que existen otros lenguajes de interrogación, de búsqueda, y que a veces permiten obtener resultados más pertinentes. Y otra cosa: para un adolescente el hecho de que algo aparezca en la primera página de una lista generada por un buscador ya es suficiente síntoma de credibilidad. No se va a preocupar de si la fuente es o no fiable. Para él, el hecho de que esté ahí ya evidencia que lo es. Y eso no es necesariamente cierto."
Ler na íntegra aqui.

A BIBLIOTECA É A NOSSA SALVAÇÃO!

Os alunos e os professores da EB23 de Telões (Amarante) foram convidados a responder às perguntas: O que para ti a biblioteca? Qual a importância da biblioteca? Eis algumas das respostas que uns e outros deram e que foram publicadas no seu blogue:

“A Biblioteca é o meu local preferido na escola. Se eu puder vou lá todos os dias. Lá passo todos os meus tempos livres. É sossegada para estudar, tem excelentes condições e jogos. Tem sítios para estudar, brincar e trabalhar.” – Diva Boavista (6º ano)

“ Eu acho interessante as escolas terem bibliotecas. Eu aproveito a biblioteca para estudar, para fazer os trabalhos de casa, quando os professores nos mandam pesquisar também aproveito os computadores da biblioteca. Quando tenho horas livres aproveito para ir à biblioteca. Acho que a biblioteca tem muita informação, mas muitas vezes as pessoas é que não querem procurar. Eu acho que a biblioteca é interessante.” – Joana Leite (6º ano)
“Para mim a Biblioteca é um local onde eu me sinto bem, pois aqui posso estudar e fazer de tudo um pouco. É um mundo fantástico. Tem livros espectaculares e os (as) professores tratam-nos muito bem. Gosto muito de vir para a biblioteca.” - Ana Catarina Ferreira (9º ano)
“A Biblioteca é agradável. Quando não tenho aulas venho para a biblioteca ler um livro ou fazer os trabalhos de casa. A biblioteca é a nossa salvação.” – Rui Jorge (5º ano)
“A Biblioteca Escolar pode ser um espaço de apoio e de articulação de toda a actividade desenvolvida na escola/agrupamento. Nenhum professor da escola se pode alhear da dinâmica da biblioteca, limitando-se a aconselhar os alunos a passarem pela biblioteca para algumas situações de pesquisa ou de ocupação de tempo livre. Biblioteca em articulação com toda a actividade da escola ainda requer educação da maioria dos professores para esta forma de trabalhar.” – Manuel Pinto Teixeira
“As Bibliotecas Escolares são a primeira oportunidade, para muitos meninos, de “descobrir” um livro. Alguns destes irão, por certo, encontrar o prazer da leitura. Embora as bibliotecas disponibilizem uma grande variedade de materiais e equipamentos aos alunos, parece-me fundamental o uso deste espaço essencialmente para a leitura.” – Olga Freitas
Cada vez é mais importante a existência e a visita a uma biblioteca, sendo fundamental numa escola. É nela que os nossos alunos bem orientados podem interagir, para aprofundar os conhecimentos (aprendizagens) iniciados na aula e começar a descoberta de outros. É também na biblioteca que se pode avançar nas pesquisas e começar a gostar de saber cada vez mais.” – Orlando Cerqueira

terça-feira, 2 de novembro de 2010

COLÓQUIO INTERNACIONAL SOPHIA DE M B ANDRESEN

Para apontarmos já nas agendas! Toda a informação (programa, oradores...) aqui

LIVROS DE ANA SALDANHA

As 1ª edições são de 1995, a editora era a Campo de Letras. A Caminho resolveu republicar estas 3 obras de Ana Saldanha depois da autora ter feito uma revisão e algumas alterações pois a passagem de década e meia pode ser uma 'eternidade' para os mais novos... Mas aventuras empolgantes são as mesmas e serão boas propostas de leitura para as bibliotecas escolares.

OS NOVOS LEITORES

Para se ver esta infografia com toda clareza, basta clicar sobre ela. Contém informação muito interessante sobre os processos de leitura online dos 'novos leitores'. Segundo alguns investigadores, eles necessitam não só de algumas das competências tradicionais mas de outras como, por exemplo, a habilidade de navegar na web e sintetizar a informação de muitas formas diferentes.

UMA TATUAGEM PREMONITÓRIA?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

É BOM!

É grata a sensação de fazer algo que interessa a 100 pessoas que seguem este blogue!

DADOS ESTATÍSTICOS EM TEMPO REAL

A nível nacional temos o PORDATA e agora divulgamos a WORLDOMETERS, uma base de dados a nível mundial atualizada em tempo real. Recomendamos, vivamente, a sua divulgação nas escolas através da biblioteca escolar.

16º ENCONTROS LUSO GALAICO FRANCESES DO LIVRO INFANTO JUVENIL

Nos dias 12 e 13 de novembro decorrem os 16º Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infanto-Juvenil na BM Almeida Garrett, no Porto. Tema deste ano: Para maiores de 12: tendências da literatura juvenil. A participação está sujeita a inscrição e ao pagamento de 25€.

A INTERNET PODE SER UM 'GINÁSIO' PARA O CÉREBRO


A propósito da corrente e acesa discussão acerca dos benefícios/malefícios que a internet provoca nos cérebros dos 'nativos digtais', Gary Small, uma neurologista norte-americana diz que estes são melhores a tomar decisões rapidamente, a ordenar e a classificar a avalanche de estímulos sensoriais que nos bombardeiam constantemente, na internet e nos media. Os 'imigrantes digitais' são mais metódicos, cumprem uma tarefa de cada vez. Uma diferença que não torna uns melhores que outros. Apenas diferentes. O neurologista Castro Caldas afirma: "Não sei que sentido ainda faz as crianças mais jovens lerem livros. Estimulei isso na minha família, mas não sei se faz mesmo sentido.Estamos num momento de transição e certamente haverá perdas. A leitura como forma privilegiada de comunicação, se calhar está a ser inflacionada. Não fico tão perturbado se desaparecer a leitura como forma de aquisição de conhecimentos. Foi uma experiência da natureza. A mudança não nos deve meter medo."
Gary Smell, no estudo ao cérebro que fez em pessoas entre os 55 e 76 anos enquanto estas pesquisavam na internet ou liam um texto, constatou que a atividade cerebral das pessoas que têm um uso diário de internet é duas vezes maior nas áreas relacionadas com a tomada de decisões e raciocínios complexos. Assim, usar a internet pode ser encarada como uma forma de exercício para a mente, conclui Small, no seu estudo.
Por outro lado, o excesso de exposição à internet pode criar problemas pois fatiga, esgota o cérebro e deixamos de ter capacidade para reter informação.
Castro Caldas não considera este cansaço sinal de alarme. Pragmaticamente diz "Basta parar". Para o neurologista, o tempo que estamos a viver é diferente, de transição. "A escola anda desorientada. Aliás, desenvolveu-se sempre por convicções e não é fácil fazer experimentação com escolas. Agora todos se estão a agarrar ao cérebro como última grande ideia, às neurociências da educação."
Uma coisa é certa, não tenhamos dúvidas, as transformações estão a operar-se e elas afetam-nos de forma mais 'orgânica' que imaginamos. A atitude mais inteligente é estarmos preparados para lidarmos com essas transformações e perceber que as gerações mais jovens serão (já são?) diferentes nos seus processos mentais.
[in revista Pública de 31.10.10]
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