“Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found elsewhere: an indoor public space in which you do not have to buy anything in order to stay.” Zadie Smith

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

AS NOSSAS BIBLIOTECAS SÃO BONITAS!(2)

A Escola S/3º José Régio de Vila do Conde ainda se encontra em fase de Obras de Modernização mas a Biblioteca já funciona nas novas instalações desde Outubro.Não foi fácil "andar com a casa às costas"! A instalação não se encontra concluída mas já está muito bonita, airosa, funcional e é muito procurada pela Comunidade Escolar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O QUE OS NATIVOS DIGITAIS QUEREM DAS BIBLIOTECAS/WHAT DIGITAL NATIVES WANT FROM THE LIBRARY


A pequena Abbey tem apenas 3 anos e o vídeo foi gravado aquando da 15ª Bienal da VALA em Melbourne!

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

O clássico "Alice no País das Maravilhas" já tinha tido uma edição da Gailivro em pop-up(Ver aqui a versão em inglês exactamente igual à portuguesa). Reaparece noutra belíssima versão, tipo pop-up da Arte Plural (2ª imagem acima). A Editora 101 Noites vai lançar, também uma versão em Cd e para Mp3 que pode ouvir aqui. O jornal Expresso tem vindo a publicar uma série de múltiplos (cartas, quadros, 4 livros) desta obra e de "Alice do outro lado do espelho".
Agora que se anuncia a estreia da versão do realizador Tim Buton, vale a pena pegar nesta história de sempre (formato livro, audio, filme...) e encantar os nossos pequenos leitores.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ILUSTRADORES & LEITORES

Todas estas maravilhosas ilustrações foram encontradas em Pinzellades al Món

BOOK WORKS


Quando quisermos abater certos obras já sem préstimo, podemos sempre criar algo com elas...

BIBLIOTECAS ESCOLARES E BIBLIOTECAS MUNICIPAIS: SINERGIAS PARA O SÉC. XXI

[clicar sobre a imagem que abre o link]
Realiza-se na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - auditório de Geociências, no póximo dia 26 de Fevereiro, o "1º encontro de bibliotecas escolares e municipais de Vila Real", promovido pelo Centro de Formação da Associação de Escolas de Vila Real.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

AMOR...

Dizem que hoje é o Dia de S. Valentim, Dia dos Namorados. Ok. Aqui fica esta bela ilustração de Daniela Kulot para a obra da Factoria K de libros Cocodrilo se enamora, Una pareja diferente i Una casa a medida. Visto aqui.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

NEM SEMPRE OS PROFESSORES SABEM COMO DESPERTAR O GOSTO PELA LEITURA

[Tzvetan Todorov]

E como fazer para que as crianças e os jovens tenham acesso a esse conhecimento tão importante?

A escola e a família têm um papel importante. As crianças não têm idéia da riqueza que podem encontrar em um livro, simplesmente porque eles ainda não conhecem os livros. Deveríamos então ser iniciados por professores e pais nessa parte tão essencial de nossa existência, que é o contato com a grande literatura. Infelizmente, não é bem assim que as coisas acontecem.

Por quê?

Quando nós professores não sabemos muito bem como fazer para despertar o interesse dos alunos pela literatura, recorremos a um método mecânico, que consiste em resumir o que foi elaborado por críticos e teóricos. É mais fácil fazer isso do que exigir a leitura dos livros, que possibilitaria uma compreensão própria das obras. Eu deploro essa atitude de ensinar teoria em vez de ir diretamente aos romances, por que penso que para amar a literatura - e acredito que a escola deveria ensinar os alunos a amar a literatura - o professor deve mostrar aos alunos a que ponto os livros podem ser esclarecedores para eles próprios, ajudando-os a compreender o mundo em que vivem.

Ao comentar esse assunto no livro, o sr. fala em "abuso de autoridade". Poderia explicar melhor?

É um abuso de autoridade na medida em que é o professor quem decide mostrar aos alunos o que é importante, com base em um programa definido previamente pelo Ministério da Educação. E isso é sempre uma decisão arbitrária. Não temos o direito de reduzir a riqueza da literatura. O bom crítico - e também o bom professor - deveria recorrer a toda sorte de ferramentas para desvendar o sentido da obra literária, de maneira ampla. Esses instrumentos são conhecimentos históricos, conhecimentos linguísticos, análise formal, análise do contexto social, teoria psicológica. São todos bem-vindos, desde que obedeçam à condição essencial de estar submetidos à pesquisa do sentido, fugindo da análise gratuita.

Como conciliar esse desejo de liberdade num sistema em que o professor tem que atribuir notas, como ocorre no Brasil e na França?

Acredito que o essencial é escolher obras literárias que sejam, por sua complexidade e temas, acessíveis à faixa etária a que se destinam. Cabe ao professor mostrar o que esses livros têm de enriquecedor para os alunos, levando em consideração a realidade deles. O importante é não ter medo de estabelecer pontos em comum entre o presente dos alunos e do sentido dos livros. Ler +

SERÁ QUE AS BIBLIOTECAS ESCOLARES PRECISAM DE LIVROS? DO SCHOOL LIBRARIES NEED BOOKS?

Pergunta insólita? Bem...Manter uma biblioteca com um catálogo actualizado e em permanente crescimento é caro e requer espaço. Por outro lado, sabemos que os alunos recorrem, em 1ª lugar, aos recursos on-line. A escola Cushing Academy alienou o seu fundo de mais de 20 000 documentos para organizar uma biblioteca exclusivamente digital. A discussão está instalada: será que devemos continuar a manter as tradicionais bibliotecas' Quais são as consequências de os alunos só lerem em ecrãs?
Aqui podem ser lidas as opiniões de vários especialistas (directores, bibliotecários, autores...) das quais retiramos os seguintes excertos:
James Tracy - Cushing Academy’s decision to create a digital format for our library collection in no way signaled the end of books at Cushing. Rather, it reflected the way students learn and conduct research today, as well as our belief that traditional libraries must be reimagined to remain vital.
Liz Gray - Just because there’s a lot of information online does not mean that students know how to find it, nor is the freely available information always the best information or the right information. One of my primary responsibilities as a librarian is to teach information literacy skills — defining research questions, selecting and evaluating sources, avoiding plagiarism, documenting sources — and in my experience this works best face to face with students.
Mathew Kirschenbaun - Do schools need libraries and do students need books? Of course they do. There are the predictable brickbats: Not everything is digitized yet, nor soon will be. A screen is less conducive to deep concentration than the stillness of the page. Bits are brittle.
William Powers - This is indeed the start of a new era. Digital devices are transforming how we live in all kinds of thrilling ways, and we’ve only begun to explore their potential. But embracing these new tools doesn’t require us to simultaneously throw out all the old ones, particularly those that continue to serve useful purposes. Who says it has to be an either-or decision?
Nicholas Carr - The printed word long ago lost its position of eminence in the American library. If you go into any branch of a public or school library today, you’ll almost certainly see more people staring into Internet terminals than flipping through the pages of books.

QUEREMOS NÓS DISCUTIR ESTA MATÉRIA? ESTAMOS PREPARADOS PARA PENSAR CRITICAMENTE?
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