“Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found elsewhere: an indoor public space in which you do not have to buy anything in order to stay.” Zadie Smith

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ALBERTO MANGUEL (4)



A incorporação de pequenas editoras e livrarias pelos gigantes do mercado também contribui para a perda de qualidade da literatura. O tratamento impessoal dispensado ao leitor nas grandes livrarias mostra o interesse em fomentar só o consumo, diz Manguel, que não se deixa levar pelo discurso de que os livros comerciais sustentam a publicação dos que têm mais qualidade. Falta espírito crítico aos leitores, afirma o escritor, que se surpreendeu com o sucesso de livros eróticos entre mulheres jovens, quando as tramas enfatizam o arquétipo das protagonistas submissas.
"Se as mulheres são 70% dos leitores, deveriam repudiar histórias que vão contra tudo o que se fez para estabelecer a posição feminina na sociedade patriarcal do Ocidente. A maior violência nesses romances não é sexual, mas o fato de impedirem as heroínas de questionar as ordens que recebem dos homens. Isso reforça o mito da inferioridade feminina em pleno século XXI, como se as mulheres não tivessem autonomia para tomar decisões plenamente. Homens e mulheres devem, juntos, como leitores, membros da sociedade, refletir sobre essa literatura que nega ao personagem o direito ao questionamento", diz.

[via blog do galeno]

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

ALBERTO MANGUEL (3)

biblioteca de Manguel


Na biblioteca que construiu em Poitiers tem cerca de 40 mil volumes, "todos abertos, nem todos lidos", organizados por temas nem sempre tão eruditos como se imagina de um dos mais reconhecidos especialistas em história da leitura e bibliofilia. Ao lado de livros sobre as lendas de Don Juan e do Judeu Errante, há muito sobre gastronomia e novelas policiais. "Só leio por prazer, o que acontece nas minhas leituras diárias de Dante e também quando pego um livro de Agatha Christie, que escrevia bem. Entretenimento não precisa ser vazio."   

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ALBERTO MANGUEL (2)



Reconhece a utilidade da tecnologia, mas prefere permanecer distante de algumas facilidades, evitando a leitura em ambientes virtuais.

"Meu filho assiste a filmes numa tela do tamanho de um selo. Eu não consigo. O e-reader é prático para o leitor que vive em trânsito, que não precisa carregar peso na bagagem, mas eu gosto do contato com o livro sólido, físico. A experiência de ler no papel é totalmente diferente da leitura na internet, que acaba dispersando o leitor", diz Manguel, que cultiva hábitos quase anacrônicos, como o de trocar cartas com amigos escritores.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ALBERTO MANGUEL



Apesar das políticas públicas de incentivo à leitura, a sociedade desestimula os leitores, acredita Manguel: 
"A criança que gosta de ler é rotulada como 'nerd' pelos colegas na escola. Isso porque a leitura exercita o cérebro e vivemos uma época em que se recomenda ao jovem que evite as dificuldades, entre elas ler o que vai desafiar seu intelecto. Cada vez mais se compram livros superficiais, de textos curtos. Os leitores têm um poder que eles próprios desconhecem. Deixar de lado livros sem conteúdo forçará o mercado a procurar mais qualidade nas publicações".
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