“Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found elsewhere: an indoor public space in which you do not have to buy anything in order to stay.” Zadie Smith

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sábado, 20 de julho de 2013

"ÉS UM LEITOR 'COOL'?


Uma crónica de Pedro Pinto publicada no P3:

"Estava eu com o meu "tablet", armado em tecnológico, quando vejo alguém a olhar, com uns olhos esbugalhados, para o dito aparelho, como se eu fosse um extra terrestre e estivesse a fazer algo que jamais ninguém tinha conseguido até então. Era um senhor com idade avançada que ficou siderado com o facto de eu estar a ler um livro daquele modo.
 Prontamente, meti conversa, expliquei-lhe sucintamente o que estava a fazer, as possibilidades do equipamento, o menor gasto de papel, poupar árvores, entre outras razões que considerei mais do que suficientes, mas do outro lado não obtive qualquer resposta; confesso, ainda que por breves momentos, que pensei que tal figura teria alguma parafernália, ou que estaria em modo de brincadeira.

 Eis que me olha fixamente e diz a seguinte frase:”sabe, isso não tem cheiro, não dá para folhear, não o vejo a sentir o livro: eu gosto de livros!” — disse. Fiquei apreensivo, e tentei argumentar com mais variáveis, sem ter reparado no livro que jazia a seu lado, mas o tal senhor apenas ia sorrindo e: “vocês jovens querem tudo para ontem, tudo demasiado imediato, desprovido de um prazer a uma velocidade lenta e mais saborosa” — tive dee acenar em concordância. E assim ficamos: eu com o meu livro digital; aquela figura com o seu livro já velho e bastante usado a seu lado, como se fosse uma companhia humana."
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

MARATONA DE LEITURA NA BM DA SERTÃ



Toda a comunidade está convidada a participar numa ação de 24 horas inteiramente dedicadas à leitura. Estão prometidos muitos livros, estantes, sofás, almofadas gigantes, chá, bolinhos e recordações que criarão um ambiente agradável à leitura. Este ano a Maratona de Leitura decorre no âmbito da comemoração dos 500 anos do Foral.
Os temas das leituras irão variar ao longo das 24 horas: contos, autores locais, história local, lendas, poesia, romance, canções, histórias para crianças, comédia e anedotas, literatura policial, biografias, entre outros (ver programa completo abaixo), havendo a possibilidade de livre escolha do tema.
Em cada um dos 24 temas, haverá uma oferta a sortear pelos participantes.
Para além da leitura, a maratona integra diversas atividades. 

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

"DAS LEITURAS DE VIAGENS & DAS VIAGENS DAS LEITURAS" EM TOMAR


Relativamente a este tema, pretende-se discutir a importância da viagem na construção do pensamento e do indivíduo. Para o efeito, à semelhança das edições anteriores, optou-se por apresentar abordagens diferenciadas da problemática central, organizando-se os painéis em torno de alguns temas específicos: viagem a formas e suporte de leituras; viajar para escrever ou escrever para viajar; leitura de viagens da ciência; leitura de viagens ao conhecimento do outro; diplomatas: viajantes, leitores e escritores; viagem como experiência espiritual; e leituras de viagens gastronómicas.

As atividades decorrerão entre os dias 2 e 4 de maio com a sessão de Abertura no Convento de Cristo e as restantes sessões na Biblioteca Municipal de Tomar.
O Encontro está acreditado pelo CCPFC. Programa, ficha de inscrição e outras informações podem ser acedidos no sítio do Bibliotecando em Tomar

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O LIVRO E A LEITURA NO MUNDO DIGITAL



Numa época em que o digital é parte integrante do dia-a-dia das pessoas, há questões que se colocam quanto ao futuro do livro como livro, dos diferentes géneros e da leitura. Será que daqui a cinquenta anos ainda se lerão romances? Se os livros em formato papel deixarem de existir completamente, como serão escritas e publicadas as histórias do futuro? Continuarão a ser textos longos, com duzentas e trezentas páginas? Fará algum sentido pensar-se em páginas? Ou será que as possibilidades do digital mudarão de maneira irreconhecível a forma como se escreve e se leem histórias? Seria um processo natural. A escrita tem sido influenciada desde o início pelo seu suporte – primeiro a pedra, depois o papiro e o pergaminho, depois o papel e a impressão, e por fim o computador e a internet.

Vale a pena ler o texto na íntegra!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A QUE CHAMAREMOS LER NO FUTURO

clicar na imagem para ver o vídeo

Preguntarse por el significado de la lectura en el futuro es tratar de confinar fenómenos y desarrollos que ciertamente todavía son difíciles de imaginar con una forma que hoy nos resulte comprensible. La Fundación Germán Sánchez Ruipérez tiene la voluntad de recorrer este camino lleno de incertidumbre en compañía de profesionales de la biblioteca y de la escuela, así como de expertos como los que han dado su opinión en este vídeo de nuestro Laboratorio de la Lectura.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

"FALLEN PRINCESSES" DE DINA GOLDSTEIN






E se o encantamento se evaporasse, e se a princesa do conto infantil se tornasse uma mulher como as outras? Que dramas viveria, quais as suas desilusões e obsessões? Que neuroses teria? Depois de se desiludir no amor, haveria espaço para a felicidade? É isto que nos propõe Dina Goldstein com a sua série fotográfica "Fallen Princesses".

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

"HÁBITO DE LER ESTÁ ALÉM DOS LIVROS"



Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.
O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliou que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.

Agência Brasil: Uma pesquisa divulgada recentemente indicou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano (a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em abril). Podemos considerar essa quantidade grande ou pequena em relação a outros países?

Roger Chartier: Em primeiro lugar, me parece que o ato de ler não se trata necessariamente de ler livros. Essas pesquisas que peguntam às pessoas se elas leem livros estão sempre ignorando que a leitura é muito mais do que ler livros. Basta ver em todos os comportamentos da sociedade que a leitura é uma prática fundamental e disseminada. Isso inclui a leitura dos livros, mas muita gente diz que não lê livros e de fato está lendo objetos impressos que poderiam ser considerados [jornais, revistas, revistas em quadrinhos, entre outras publicações]. Não devemos ser pessimistas, o que se deve pensar é que a prática da leitura é mais frequente, importante e necessária do que poderia indicar uma pesquisa sobre o número de livros lidos.

ABr: Hoje a leitura está em diferentes plataformas?

Chartier: Absolutamente, quando há a entrada no mundo digital abre-se uma possibilidade de leitura mais importante que antes. Não posso comparar imediatamente, mas nos últimos anos houve um recuo do número de livros lidos, mas não necessariamente porque as pessoas estão lendo pouco. É mais uma transformação das práticas culturais. É gente que tinha o costume de comprar e ler muitos livros e agora talvez gaste o mesmo dinheiro com outras formas de diversão.

ABr: A mesma pesquisa que trouxe a média de livro lidos pelos brasileiros aponta que a população prefere outras atividade à leitura, como ver televisão ou acessar a internet.
Chartier: Isso não seria próprio do brasileiro. Penso que em qualquer sociedade do mundo [a pesquisa] teria o mesmo resultado. Talvez com porcentagens diferentes. Uma pesquisa francesa do Ministério da Cultura mostrou que houve uma redistribuição dos gastos culturais para o teatro, o turismo, a viagem e o próprio meio digital.

ABr: Na sua avaliação, essa evolução tecnológica da leitura do impresso para os meios digitais tem o papel de ampliar ou reduzir o número de leitores?

Chartier: Representa uma possibilidade de leitura mais forte do que antes. Quantas vezes nós somos obrigados a preencher formulários para comprar algo, ler e-mails. Tudo isso está num mundo digital que é construído pela leitura e a escrita. Mas também há fronteiras, não se pode pensar que cada um tem um acesso imediato [ao meio digital]. É totalmente um mundo que impõe mais leitura e escrita. Por outro lado, é um mundo onde a leitura tradicional dos textos que são considerados livros, de ver uma obra que tem uma coerência, uma singularidade, aqui [nos meios digitais] se confronta com uma prática de leitura que é mais descontínua. A percepção da obra intelectual ou estética no mundo digital é um processo muito mais complicado porque há fragmentos e trechos de textos aparecendo na tela.

ABr: Na sua opinião, a responsabilidade de promover o hábito da leitura em uma sociedade é da escola?

Chartier: Os sociólogos mostram que, evidentemente, a escola pode corrigir desigualdades que nascem na sociedade mesmo [para o acesso à leitura]. Mas ao mesmo tempo a escola reflete as desigualdades de uma sociedade. Então me parece que, também, é um desafio fundamental que as crianças possam ter incorporados instrumentos de relação com a cultura escrita e que essa desigualdade social deveria ser considerada e corrigida pela escola que normalmente pode dar aos que estão desprovidos os instrumento de conhecimento ou de compreensão da cultura escrita. É uma relação complexa entre a escola e o mundo social. E é claro que a escola não pode fazer tudo.

ABr: Esse é um papel também dos governos?

Chartier: Os governos têm um papel múltiplo. Ele pode ajudar por meio de campanhas de incentivo à leitura, de recursos às famílias mais desprovidas de capital cultural e pode ajudar pela atenção ao sistema escolar. São três maneira de interação que me parecem fundamentais.

ABr: No Brasil ainda temos quase 14 milhões de analfabetos e boa parte da população tem pouco domínio da leitura e escrita – são as pessoas consideradas analfabetas funcionais. Isso não é um entrave ao estímulo da leitura?

Chartier: É preciso diferenciar o analfabetismo radical, que é quando a pessoa está realmente fora da possibilidade de ler e escrever da outra forma que seria uma dificuldade para uma leitura. Há ainda uma outra forma de analfabetismo que seria da historialidade no mundo digital, uma nova fronteira entre os que estão dentro desse mundo e outros que, por razões econômicas e culturais, ficam de fora. O conceito de analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital. Cada um precisa de uma forma de aculturação, de pedagogia e didática diferente, mas os três também são tarefas importantes não só para os governos, mas para a sociedade inteira.

ABr: Na sua avaliação, a exclusão dos meios digitais poderia ser considerada uma nova forma de analfabetismo?

Chartier: Me parece que isso é importante e há uma ilusão que vem de quem escreve sobre o mundo digital, porque já está nele e pensa que a sociedade inteira está digitalizada, mas não é o caso. Evidente há muitos obstáculos e fronteiras para entrar nesse mundo. Começando pela própria compra dos instrumentos e terminando com a capacidade de fazer um bom uso dessas novas técnicas. Essa é uma outra tarefa dada à escola de permitir a aprendizagem dessa nova técnica, mas não somente de aprender a ler e escrever, mas como fazer isso na tela do computador.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

FERNANDO SAVATER EM ENTREVISTA

Foto: Bernardo Pérez
Sobre o conceito de conhecimento:
Decir que gracias a Internet la erudición y las jerarquías intelectuales han desaparecido supone creer que alguien que dedica su vida a estudiar a Heródoto lo que quiere es tener en su cabeza todo lo que tiene la Wikipedia. La idea de la transformación que el saber produce en la persona y de que el saber no es una mera acumulación de noticias no se les pasa por la cabeza a los que piensan así. También la Enciclopedia Británica tenía más datos que cualquier ser humano y comprarla no nos hacía sabios. El acceso a Internet, tampoco.

Sobre ler por prazer:
Leer por placer, sí (está malvisto). La gente se compra novelas como para terminar el bachillerato: este libro te explica China; el otro, la Segunda Guerra Mundial. Me gustaría que mis novelas las leyera gente con el bachillerato ya acabado. Que se informara en otra parte y a la novela fuera para disfrutar literariamente.
Fernando Savater


segunda-feira, 2 de abril de 2012

"AS BIBLIOTECAS VÃO SER MAIS UM LUGAR DE ESTUDOS E MENOS UM LUGAR DE LEITURA PELO MERO PRAZER"


A biblioteca Google cumpre um papel significativo ao escanear e divulgar as obras raras. Mas as novas tecnologias não anulam a importância e o papel das bibliotecas físicas, enquanto centros não apenas de conservação, mas também de difusão da leitura”, defende Nelson Schapochni.

Ipad, celular, netbook, note, kindle, papel-jornal, revistas, poemas em cds e até livros. Conservar os conteúdos feitos para diferentes suportes de comunicação traz desafios inéditos a respeito da manutenção de coleções no presente e no futuro. “As bibliotecas vão se tornar cada vez mais um lugar de estudos e menos um lugar de leitura pelo mero prazer”, pondera Schapochnik. Um dos aspectos ressaltados por ele são as novas formas de exclusão social que surgem mesmo com o advento das mídias digitais. “Existem os Pontos de Cultura, que facilitam o acesso ao acervo digital. Mas quem é que lê Ulisses, do James Joyce, na tela de um computador? O romance narra 24 horas na vida de uma pessoa, mas são 800 páginas, afinal”.
Em sua palestra, Schapochnik lembrou que o homem, ao longo da sua trajetória, conviveu com diferentes jeitos de ler e atribuir sentido ao que se lia. “A leitura não é um processo natural ou universal, que ocorre do mesmo jeito, mas antes uma prática cultural e que, portanto, deve ser compreendida de acordo com as suas variações ao longo do tempo e nos diferentes lugares em que acontece”. Sobre o modo predominante como se lê hoje, o pesquisador acredita que a revolução da informática propicia uma percepção mais veloz do tempo, o que tem repercutido na qualidade da leitura. “De uma leitura sistemática passou-se a ler no intervalo entre uma coisa e outra, como quando fecha o farol, ou no ônibus do trabalho para casa”, afirmou. De acordo com ele, outros tipos de leitura continuarão a ser desenvolvidos. “Não se lê mais de cabo a rabo, mas saltando, como nas páginas que se abre na janela de um computador. Para isso já existe até um verbo específico: surfar. Continuamos atualizando e criando novas maneiras de ler”, afirma. Para Schapochnik, formatos diversos convivem com práticas de leitura concomitantes. “A história material do livro influencia o tipo de leitura que se faz. As características físicas são decisivas no modo com que se lê. Pra cada tipo de leitor existe uma edição correspondente a sua expectativa. Diz-me que edição tu lês e te direi que leitor tu és”, conclui.


[via blog do galeno]

sábado, 24 de março de 2012

25 ANOS DA REVISTA LER - O QUE É LER?

   

A LER convidou alguns dos autores que passaram pelas Correntes d'Escritas, entre 23 e 25 de fevereiro, para um desafio em ano de 25º aniversário. Pedro Rosa Mendes, Maria do Rosário Pedreira, Luis Sepúlveda, Sandro William Junqueira, Ana Luísa Amaral, Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães e Manuel António Pina formam o primeiro elenco de uma trilogia de testemunhos inéditos. Os próximos vídeos serão exibidos brevemente. Esteja atento. 
[via LER]

sábado, 3 de março de 2012

"BIBLIOTECAS EM LINHA@: INFORMAÇÃO, TECNOLOGIA, NOVAS LEITURAS" EM BARCELOS


Nos dias 9 e 10 de março, no auditório da Biblioteca Municipal, realiza-se o II Encontro Rede de Bibliotecas de Barcelos: Bibliotecas em linh@: informação, tecnologia, novas leiturasPelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Biblioteca Municipal de Barcelos,  Rede de Bibliotecas Escolares de Barcelos e Centro de Formação de Escolas dos Concelhos de Barcelos e Esposende são as entidades parceiras neste encontro que se encontra em fase de acreditação (0,6 créditos). Programa e inscrições aqui


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