

"A balada do Ultramar tem sido cantada por vários escritores desde o final da década de 70, mas foi preciso esperar 30 anos para que as feridas abertas por um retorno abrupto começassem a sangrar. A história não mentiu ao dizer que muitos vieram com a roupa que tinham no corpo para um país aonde nunca tinham estado e onde foram rotulados de "retornados.
Agora, muitos decidiram escrever sobre isso - sobre como era a vida na colónia, sobre o que perderam, sobre o que ficou, sobre como foi "regressar" e viver com o estigma de "retornado" -, buscando a sua identidade nos meandros de uma memória pessoal que era também uma história colectiva e tentando perceber o que é ser português hoje. Nos últimos anos, têm vindo a lume livros sobre a presença portuguesa em África: diários de guerra, ficções e autobiografias, mas também livros escritos por retornados (ou não) evocando a tragédia da ponte aérea ou as consequências do retorno na vida de muitos portugueses." Ler +


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