“Well-run libraries are filled with people because what a good library offers cannot be easily found elsewhere: an indoor public space in which you do not have to buy anything in order to stay.” Zadie Smith

segunda-feira, 22 de julho de 2013

BOLSA SOLIDÁRIA DE MANUAIS ESCOLARES USADOS NA BM LÚCIO CRAVEIRO SILVA


AEIOUVI - AUDIOLIVROS EM PORTUGUÊS

A AEIOUVI  nasceu para produzir audiolivros, narrando histórias infantis tradicionais e musicando-os. Mais um recurso digital para as bibliotecas escolares do 1º ciclo e Pré-Escolar.Eles apresentam-se assim:

AEIOUVI - Lê-se A-E-I-OUVI.
Porque são letras que se unem para formar palavras.
Palavras que se juntam para fazer sons.
Sons que juntos contam histórias.

Podes entrar sem bater à porta, viajar, voar, sentir bem de perto!
Ou apenas ficar sem falar e sentir ao teu jeito...
Vamos contar-te histórias de outros tempos e de agora: 
brincar com nomes, verbos, frases, histórias e canções que podes guardar… 
guardar tudo sem segredo!
Porque o riso e o espanto ou até o medo, um dia, vais partilhar também…

Produzimos e musicamos audiolivros de contos e histórias infantis e juvenis.
Contamos e Cantamos.
[via clube de leitores]


FACEBOOK NAS BIBLIOTECAS

"UM PORTO DE CONTOS" ENCONTRO INTERNACIONAL DE NARRAÇÃO ORAL


Nos dias 26, 27 e 28 julho, no Ateneu Comercial. Toda a info aqui

domingo, 21 de julho de 2013

"A COMPANHIA DO BIBLIOTECÁRIO"


[foto tirada daqui]
É uma carrinha cheia de letras, aquela. Letras, palavras, frases inteiras. Em cima daquelas quatro rodas, curva contra curva, circulam exclamações, metáforas, passeiam poemas e prosas, desliza literatura nacional e estrangeira. Ao volante vai Nuno Marçal, 37 anos, o bibliotecário itinerante que orgulhosamente conduz a cultura às terras de Proença-a-Nova, onde ela jamais chegaria se não fosse ele.
«Ora então muito boa tarde! Passou bem ou quê?» O cumprimento corta o silêncio do campo, parece ajudar a derreter o granizo preso nas folhas, e ilumina o sorriso de Lúcia Fernandes, 56 anos. «Cá se vai andando, devagarinho. Venho entregar este livro e buscar outro. Tem aí coisas boas?» Lúcia trabalhou toda a vida na agricultura até há sete anos, quando um acidente lhe roubou a mobilidade de um braço. Foi então que se pôs a ler. «Gosto muito. Acho que abre a mente às pessoas. Posso estar triste, em baixo, mas quando começo a ler fico renovada.»
Nuno Marçal conduz a Bibliomóvel há cinco anos e não podia imaginar vida melhor. Leva palavras a quem tem sede delas, cria sedes em quem se julgava saciado, e ainda tem o privilégio de preencher algumas (muitas) solidões. Como a do senhor João, que levou meses a abeirar-se da carrinha com livros, desconfiado, não fosse agora ter-se inventado para aí alguma lei que obrigasse a ler, e ele que mal sabia juntar duas letras. Nuno nunca o apressou. Via-o na esquina, à espreita, e compreendeu que o ancião precisava de espaço e de tempo para se acostumar à ideia. Um dia, o senhor João aproximou-se, pediu ajuda para entrar, espreitou os livros, as revistas, mirou aquele homem condutor de palavras de alto a baixo e saiu, quase sem dizer palavra. Mas voltou. E, de 15 em 15 dias, quando Nuno Marçal estaciona na aldeia, o senhor João é o primeiro a subir para a carrinha. Não lê, é certo. Mas conversa. Sobre o tempo, sobre a vida, sobre a solidão. Ganhou uma companhia, um amigo. Deixou de estar só.
O bibliotecário sabe que não há assim tantos leitores compulsivos como isso, nestas aldeias perdidas do distrito de Castelo Branco. Muitos nem sabem ler ou escrever porque a vida os obrigou a trabalhar a terra desde meninos. Mas também tem a noção de que o seu papel vai muito além da entrega e recolha de exemplares. Sabe que é uma espécie de assistente social, psicólogo e padre, um verdadeiro três-em-um: «Estaciono a carrinha ora nas aldeias ora em centros de dia, escolas e jardins-de-infância. É difícil dizer do que gosto mais. Gosto muito das aldeias, mas os centros de dia também têm sido uma experiência extraordinária. No princípio era eu a contar histórias. Mas agora são sobretudo os idosos que me contam histórias a mim. Histórias, cantares, ditados. Lendas, mezinhas caseiras... de tudo um pouco. E é tal a riqueza do que me contam, que comecei a levar um gravador. Gostava de poder compilar tudo num livro: a sabedoria dos mais velhos de Proença-a-Nova. Gente com memória! Têm-me ensinado tanto...»
Nas aldeias, quando encontra um leitor ávido pela sua chegada, Nuno sente outro tipo de gáudio. Sente que cumpre verdadeiramente a sua missão. E recorda dois grandes leitores solitários, que morreram com poucos dias de diferença, e que o marcaram talvez para sempre: «Não se conheciam. Era uma mulher e um homem que viviam a cinco quilómetros um do outro. Leitores compulsivos. Ela era uma sexagenária com muito mundo. Tinha tido uma vida incrível, cheia de aventuras. Depois, tinha vindo parar a uma aldeia aqui do concelho, cheia de gente que nunca foi a lado nenhum, mentalidades diametralmente opostas. A visita da carrinha, de 15 em 15 dias, era a sua alegria. Por um lado porque se abastecia de livros e, por outro, porque era a sua oportunidade de conversar com alguém. As vizinhas só sabiam falar de doenças, de galinhas, de ração, de couves. Essa senhora até na morte chocou toda a vizinhança. Não foi enterrada, deu o corpo à ciência. Ficou tudo doido.»
O outro leitor fervoroso também era muito vivido, em Lisboa e Cabo Verde, tinha várias mãos cheias de façanhas para contar, muito álcool à mistura: «Depois, decidiu vir para a aldeia tomar conta da mãe e ser pastor. Um dia, dei com ele sentado debaixo de uma árvore, com quatro cabrinhas à volta, a ler O Processo, do Kafka. Nunca mais me hei de esquecer daquela imagem.»
Nuno Marçal também nunca se esqueceu, nem esquecerá, do fascínio que sentia sempre que, na sua infância, via passar a carrinha da Gulbenkian, que levava livros às gentes de Castelo Branco, onde nasceu: «Via aquela carrinha e ficava a sonhar. Que bonito que devia ser, andar de terra em terra, a levar livros às pessoas. E olhe... quis o destino que fosse essa a minha vida!»
[via DN]
NOTA: anterior post apagado por falta de legibilidade

FELICIDADE É...



BLIMUNDA 14


De que forma pode o quarto poder sobreviver à encruzilhada? A Blimunda de julho tenta perceber que caminhos podem ser percorridos, através de um texto de Sara Figueiredo Costa e das respostas de três jornalistas que em Espanha, Portugal e Grécia fazem do jornalismo um processo sério, rigoroso e sem cedências. Um dossier de leitura recomendada para discutir perspectivas de futuro para um dos pilares dos estados democráticos.
No infantil e juvenil, uma viagem de Andreia Brites aos "Encontros" que Margarida Botelho promove em torno dos livros, da educação pela arte, com paragens em Moçambique e na Amazónia. Um testemunho da forma como estes caminhos considerados por muitos como alternativos assumem uma importância cada vez maior na construção de novos cidadãos, no pleno respeito pela diversidade cultural.
A fechar, a Saramaguiana de julho centra-se em dois locais fundamentais para a vida e obra de José Saramago. Nas palavras do próprio, recuperamos os textos sobre a cidade de Lisboa que integram o livro Viagem a Portugal, no primeiro de três excertos que terão continuação em agosto e setembro. Sobre Lanzarote, o diário de viagem do jornalista Ricardo Viel, que visitou a ilha que tambem é de Saramago no passado mês de junho, quando se inaugurou a rotunda com o nome do Escritor.
Tudo isto e muito mais, na Blimunda de julho.

Boas leituras!

O 'PODER' DA LEITURA!


sábado, 20 de julho de 2013

"REUTILIZAR" MOVIMENTO PELA REUTILIZAÇÃO DOS LIVROS ESCOLARES


Um movimento cívico em contínuo crescimento. Neste aspeto a crise foi benéfica ao induzir e promover a reutilização de manuais escolares que são caríssimos e eram atirados ao lixo sem préstimo para  outros alunos. Veja aqui como pode contribuir e usufruir.

PRIBERAN LANÇA ÚLTIMA VERSÃO DO FLIP 9

A Priberam, especialista no desenvolvimento de software e conteúdos digitais para a língua portuguesa, lançou a última versão do FliP 9 – conjunto de ferramentas linguísticas de revisão e auxílio à escrita em língua portuguesa.

Esta é a nona versão do produto e conta com várias novidades, como a compatibilidade com o Windows 8 e Microsoft Office 2013 / 365, uma versão totalmente redesenhada do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e melhorias ao nível da hifenização, correção ortográfica e sintática.
Ler +

UM VÍDEO FABULOSO DA COMPANHIA DAS LETRAS PARA PROMOVER LIVRO DE PAULO LEMINSKI

"ÉS UM LEITOR 'COOL'?


Uma crónica de Pedro Pinto publicada no P3:

"Estava eu com o meu "tablet", armado em tecnológico, quando vejo alguém a olhar, com uns olhos esbugalhados, para o dito aparelho, como se eu fosse um extra terrestre e estivesse a fazer algo que jamais ninguém tinha conseguido até então. Era um senhor com idade avançada que ficou siderado com o facto de eu estar a ler um livro daquele modo.
 Prontamente, meti conversa, expliquei-lhe sucintamente o que estava a fazer, as possibilidades do equipamento, o menor gasto de papel, poupar árvores, entre outras razões que considerei mais do que suficientes, mas do outro lado não obtive qualquer resposta; confesso, ainda que por breves momentos, que pensei que tal figura teria alguma parafernália, ou que estaria em modo de brincadeira.

 Eis que me olha fixamente e diz a seguinte frase:”sabe, isso não tem cheiro, não dá para folhear, não o vejo a sentir o livro: eu gosto de livros!” — disse. Fiquei apreensivo, e tentei argumentar com mais variáveis, sem ter reparado no livro que jazia a seu lado, mas o tal senhor apenas ia sorrindo e: “vocês jovens querem tudo para ontem, tudo demasiado imediato, desprovido de um prazer a uma velocidade lenta e mais saborosa” — tive dee acenar em concordância. E assim ficamos: eu com o meu livro digital; aquela figura com o seu livro já velho e bastante usado a seu lado, como se fosse uma companhia humana."
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LEITURAS A DOIS!


sexta-feira, 19 de julho de 2013

MILHARES DE HISTÓRIAS DE BANDA DESENHADA DISPONÍVEIS GRATUITAMENTE


O Digital Comic Museum possui um fabuloso acervo digital de banda desenhada. Estão disponíveis para download  mais de 10 000 histórias publicadas entre 1920 e 1990.

"APRENDER ATRAVÉS DOS RECURSOS ONLINE" DE ANA AMÉLIA CARVALHO


A World Wide Web disponibiliza uma grande quantidade de informação sobre uma vasta gama de temáticas. De tudo se pode encontrar, desde o termo mais recente a um termo específico só utilizado na antiguidade. Para essa riqueza de informação, aumentada diariamente, tem contribuído a facilidade em publicar online e a liberdade de expressão que cada um tem, participando todos na construção da “inteligência coletiva”. Mas se este aspeto é positivo, por outro lado, como não há quem comente o que se publica, surge a necessidade de se avaliar a qualidade e a credibilidade do que se encontra online.

Atualmente, mesmo que algum bibliotecário ou professor não se sinta muito à vontade para criar recursos online, há muitos disponíveis na Web: conteúdos escritos, vídeos para documentar determinado acontecimento e/ou para fomentar o debate, imagens para concretizar objetos ou utensílios que não se podem trazer para a aula, podcasts, exercícios com correção automática, objetos de aprendizagem e, ainda, WebQuests ou Caças ao Tesouro para se rentabilizar a informação online.

Para ler o texto completamente (altamente recomendável) clicar aqui.

RBE E CENTRO CIÊNCIA VIVA RÓMULO DE CARVALHO ESTABELECEM PARCERIA



A mais recente parceria que a RBE protocolou foi com o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho da Universidade de Coimbra. É a continuidade de um projeto que se iniciou com a Fábrica Centro Ciência Viva da Universidade de Aveiro: Newton gostava de ler

quinta-feira, 18 de julho de 2013

LEITURA EM FÉRIAS




                              Jam McDonald 

Uma das formas mais estimulantes para as crianças e jovens passarem os seus dias de férias. Haja livros, estímulos e bibliotecas por perto!
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